Wednesday, October 05, 2005

No Limite do Ódio, O Verdadeiro Amor - Cap3

Capítulo 3: O Duelo

Draco esperava ansiosamente. Precisava liberar tudo o que sentia. Pelo menos faltava pouco. Seria naquela noite. Mas as horas pareciam se arrastar... Não conseguira prestar atenção em mais aula nenhuma, nem na aula de poções que era a sua preferida, nem em mais nada que acontecia na sua frente. Só pensava em chegar logo a hora do duelo. O momento tão esperado. A hora de enfrentar o famoso Harry Potter, sozinho. Sem nenhum amiguinho grifinório idiota do garoto para se intrometer. Ele estaria sem defesas, novamente. Seu inimigo inteiro só pra ele... Para ele despejar todo o seu ódio que corria por suas veias sedentas de desejo. Mas já havia esperado tanto tempo por isso, por que se preocupar com mais algumas horinhas? Desta vez não deixaria Potter escapar tão facilmente.
Harry perguntou a hora para Hermione. Quando ela disse, ele sobressaltou-se sobre a poltrona da sala comunal derrubando seus pergaminhos e livros no chão.
-Ai! Toma cuidado! – Gritou Hermione com o susto.
-E-eu preciso ir! – Disse Harry levantando de súbito. Estava atrasado apenas cinco minutos.
-Não me diga que está pensando em ir pro tal duelo com Draco Malfoy? – Perguntou Rony incrédulo.
-Olha, não quero que nenhum de vocês venham atrás de mim. Eu preciso cuidar disso sozinho, tá legal?
-Harry, o que tá dando em você? Você precisa terminar seus deveres! -Termino quando voltar! – Gritou Harry sem se importar, correndo afoito em direção ao buraco do retrato. E antes que saísse fez questão de repetir que não precisava que nenhum deles fossem ajudá-lo porque queria acertar as contas com Malfoy sozinho. Rony e Hermione responderam que sim contrariados, sem dúvidas iam passar a noite preocupados com ele, mas Harry tinha pedido com tanta firmeza, que precisavam respeitar sua vontade, embora para eles fosse totalmente absurda.
Harry correu ofegante pelos corredores. O momento havia chegado. O momento de encarar Draco cara a cara e ver o que o garoto iria responder. Iria finalmente descobrir por que seu inimigo tinha salvo sua vida! Mas a ansiedade que sentia era tão desproporcional ao fato de só querer a resposta de uma pergunta... Por que seu corpo tremia tanto? Por que sentia seu estômago dar cambalhotas dentro de sua barriga? Eram perguntas que Harry tentava ignorar e afastar de sua cabeça pois não entendia porque sentia todos aqueles sentimentos estranhos. “Ansiedade para uma briga muito esperada, é apenas isso.” Desceu correndo as escadas que levavam às masmorras. Mais a frente, avistou aquele sonserino louro, parado a sua espera com a típica pose altiva e superior de sempre. Harry parou de correr, respirou fundo e tentou manter seus passos mais normais possíveis, embora começasse a sentir suas pernas ficando bambas. Harry parou na frente de Draco que o olhou empinando o nariz com aquele jeitinho sensual que só ele sabia fazer.Harry suspirou, por incrível que parecesse, sentiu uma sensação quente e confortante ao finalmente chegar no local tão ansiado por ele.
-Me segue. – Ordenou Draco. Harry o seguiu já sentindo a raiva começar a pulsar no seu peito.
-Pra onde estamos indo? - Perguntou.Draco não respondeu, o ignorou totalmente.
-Pra onde você está me levando? – Insistiu Harry.
-Dá pra ficar calado? – Reclamou Draco com sua voz arrastada. Ele o levou até uma alta porta de madeira escura na qual abriu com uma chave enferrujada e trancou em silêncio depois que os dois entraram. Depois de trancar bem a porta, guardou a chave dentro do bolso interno de sua capa. Era uma sala escura e úmida, parecia uma antiga sala de aula abandonada. Algumas carteiras jaziam quebradas num canto. Pelo menos não era um salão sonserino misterioso... Harry olhou para Draco, o silêncio começando a incomodá-lo, não sabia por que, mas sentia-se tão indefeso. Talvez Draco, com aquele ar misterioso, estivesse tentando provocar isso nele. E estava conseguindo.
-Enfim, sós... – Disse Draco quebrando o silêncio, ele fitou seu inimigo com um olhar que Harry não conseguiu destinguir se era de repugnância ou desejo.
-Me bate.
-Quê?- Se é tão corajoso assim por que não me ataca logo ao invés de ficar me olhando boquiaberto com essa cara de idiota? Harry não pensou duas vezes, sentiu toda raiva que estava acumulada invadir seu peito e ferver em seu sangue. Partiu para cima de Malfoy revidando o soco que o garoto o tinha dado naquela tarde. Draco cambaleou para trás, mas logo em seguida impunhou a varinha e atacou Harry com um feitiço sem ao menos dar tempo de Harry preparar sua varinha. Harry rodopiou no ar e caiu desprevenido no chão.
-Malfoy, seu filho da puta!
-Oh, você é tão baixo nível... – Disse Malfoy desprezando Harry com uma expressão de nojo e indignação. Harry sentiu o ódio pulsar mais forte do que nunca, puxou a varinha e lançou um feitiço derrubando Draco de quatro no chão. Era a hora de falar com ele, de faze-lo responder a pergunta que lhe consumia a alma.
-Por que você salvou minha vida?
-NÃO É DA SUA CONTA!!! – Gritou Draco, o rosto em chamas enquanto levantava-se do chão. Harry não esperava uma resposta tão ridícula, que na verdade nem era uma resposta.
-ME DÁ UMA RESPOSTA DECENTE! – Gritou Harry apontando a varinha para Draco que se preparava em posição de ataque.
-RESPONDE!!! - Draco o atacou com mais um feitiço, dessa vez Harry voou até bater com as costas num armário de vassouras que estava com a madeira tão velha que cedeu e caiu sobre ele fazendo-o gemer de dor. Draco segurou um gemido ao ouvir o de Harry. Como era gostoso fazer seu inimigo sentir dor... Eram os únicos sentimentos que ele conseguiria provocar em Potter... ódio e dor. E como Draco o odiava por isso. Ele se aproximou de Harry, que estava imobilizado e enfim respondeu a tão insistente pergunta:
-Para te humilhar.
-Seu sádico!
-Você que é!
-VOCÊ É UM PERVERTIDO! – Gritou Harry se descontrolando ao lembrar da noite anterior. Como poderia varrer aquelas imagens da sua mente? E as sensações que aquilo o fazia sentir? Definitivamente não queria pensar nisso, nem perceber o que andava sentindo. Tudo o que havia acontecido ainda rodava na sua mente fazendo-o ficar sem ar.
-VOCÊ QUE É! – Draco se descontrolou mas em seguida se segurou, não queria mais parecer uma criança discutindo.
-Mas não entendo uma coisa. Se você me odeia tanto assim, por que não quis que eu morresse?
-P-por que q-quer saber? – Perguntou Draco tremendo. Harry era esperto demais. E por que Harry estava se preocupando com isso? Na certa devia estar procurando um ponto fraco nele.
-Porque é estranho meu inimigo não querer que eu morra!
-MAS EU TE ODEIO! Você duvida disso? Como pode duvidar do meu ódio, Potter? – Perguntou transtornado e ao mesmo tempo apavorado, mas sem demonstrar. Isso já estava acostumado a fazer, desde criança sabia como ocultar seus sentimentos por trás de uma máscara. Ele puxou Harry pela gola da camisa. Ultimamente Draco estava se mostrando estranhamente forte e corajoso... Isso também era tão esquisito... Seu ódio por Harry era tão insuportável que o tornava forte.
-Eu te odeio... profundamente. – Disse Draco o encarando com lágrimas se formando em seus olhos acinzentados. Seu rosto estava de fato corado de ódio. Harry sentiu que o garoto tremia tanto quanto ele ou até mais, se é que isso era possível. Não tinha como Harry duvidar do ódio de Draco que pulsava latente na alma do garoto, isso era visível a olho nu. Então por que tinha se arriscado para o salvar?
-ME SOLTA! TIRA SUAS MÃOS DE CIMA DE MIM! – Gritou Harry, a raiva crescendo no seu corpo. Draco o empurrou jogando-o longe.
-Você não tem noção de como que eu esperei por esse momento! – Gritou Draco fervilhando em ódio. – NÃO AGUENTO MAIS VOCÊ, POTTER!!! – Draco correu e esmurrou o peito de Harry que revidou com outro soco.
-MAS O QUE FOI QUE EU TE FIZ? – Perguntou Harry olhando Draco cambalear pra trás com a porrada que ele deu. Draco limpou o filhete de sangue que escorreu pela sua boca enquanto fitava Harry com o olhar.
-Vem, Potter. Me bate... Me bate mais.
-O quê?
-Eu posso sentir seu ódio... Aquilo tudo já estava ficando doentio. E Harry correspondia a todos àqueles estranhos sentimentos. Como era bom sentir aquilo... Aquela raiva que pulsava descontroladamente em suas veias, em sua carne.
-Eu te faço sentir um ódio insuportável, não faço? – Insistiu Draco. Tudo era mais estranho do que imaginava, estava agora sentindo vergonha de seu inimigo. Sentia vergonha dos seus sentimentos. “Será que ele planejou fazer com que eu me sentisse assim? Ele tem tantas artimanhas...”
-Vem, me bate...Ele não ia parar de provocá-lo? Harry partiu para cima de Draco, batendo, socando, chutando. Draco gemia. Harry não parava de bater, Malfoy já estava no chão, sangrando e não revidava, só gemia. Parecia até que estava gostando, sentindo prazer com tudo aquilo. Se Harry continuasse iria matá-lo. Ele parou admirando seu inimigo derrotado no chão. Parecia tão frágil agora... Harry abaixou para olhá-lo de perto. Malfoy o olhou, mesmo no chão, mantinha o olhar de superioridade. Harry ficou o olhando durante um tempo enquanto Draco sangrava choramingando no chão. Harry estendeu a mão para ajudá-lo a levantar. O garoto olhou incrédulo, mas sem pensar segurou forte a mão de seu inimigo deixando-o com que o fizesse levantar.
-Eu achava que um duelo requeria o uso de varinhas... – Observou Harry com ironia.
-TIRA AS MÃOS DE MIM!!! NÃO VOU DEIXAR VOCÊ ME HUMILHAR NOVAMENTE! PARA DE AGIR COMO SE SENTISSE PENA DE MIM!!! SOU MUITO MAIS FORTE DO QUE VOCÊ IMAGINA! NÃO ME MENOSPREZA, POTTER!
Como ele era louco... Não tinha sido ele que o provocara a bater nele daquele jeito? E que permitira isso, deixando ele o esmurrar sem revidar?
-Só estou querendo um duelo justo. – Disse Harry parando de tentar entender o comportamento louco de Malfoy.
-Está insinuando que sou frágil?
-Mas você é!
Draco urrou palavras incompreensíveis enquanto uma luz irrompeu de sua varinha e atingiu Harry. Ele sentiu-se empurrado contra a parede como se fosse com a força de um soco de um trasgo, tão forte era o feitiço, e em seguida sentiu o pano de suas vestes rompendo no seu corpo. Suas roupas estavam rasgando. O que seria isso agora? O doente do Malfoy estava querendo o envergonhar novamente?
-De novo não. – Disse Harry ainda gemendo de dor pelo impacto do feitiço.Sua roupa não havia rasgado inteira, portanto graças a deus não tinha ficado nu. Haviam vários rasgos em sua camisa e em sua calça, um deles deixava a mostra parte de sua coxa, virilha e parte de sua cueca, que era branca. Era como se tivesse sido atacado pelas garras de um tigre ou coisa parecida. Draco passeou com os olhos pelo corpo de Harry e em seguida se recompôs em sua pose aristocrática. Harry o olhou, não podia deixar com que ele tentasse o humilhar novamente. Agindo totalmente por impulso, partiu para cima de Draco, que recuou assustado com a explosão repentina de fúria do seu inimigo. Harry puxou a camisa de Draco com as duas mãos, puxou tão forte que a camisa rasgou. Fizera para rasgar mesmo. Draco gritou. O que Potter iria fazer dessa vez? Mas não tinha como dominá-lo agora. Dessa vez seria diferente, Draco estava armado, não havia cobras naquele local e ele não deixaria com que Harry o humilhasse novamente. Mas como tinha sido bom... Draco sentiu seu coração disparar e sua pele ficar arrepiada. Aquelas lembranças e sensações maravilhosas não podiam aparecer agora, senão ficaria descontrolado, mais do que já estava, e perderia o duelo.
-PARA!!! – Gritou Draco caindo em si, desvencilhando-se de Harry. Foi quando Harry despertou e se afastou assustado de Draco, que estava com seu jovem peito exposto. “Ele tem razão, para! O que eu estou fazendo?!” Harry decidiu continuar a duelar decentemente, como um verdadeiro bruxo. Se preparou em posição de ataque, Draco também.
-Rictusempra! - Draco caiu de joelhos começando a sentir cócegas. “Por que não lancei um feitiço que acabasse com ele?”, pensou Harry sentindo-se confuso. Sentiu uma estranha vontade de lançar um feitiço que desse carinho a Malfoy e o único feitiço mais suave que conhecia era esse, afinal tinha aprendido o feitiço no segundo ano. Cócegas era algo aguniante, mas que provocava sensação gostosa, mesmo sendo insuportável de sentir por muito tempo. Draco caiu no chão começando a rir sem parar.
-Ai, p-para! P-para, Harry! Rá, rá, rá... Hum...Q-quer d-dizer, P-Potter! Ai, hurmm...P-para! – Dizia Draco com dificuldade em meio a risos delirantes que o faziam chorar de tanto rir enquanto se contorcia no chão. Harry chegou mais perto. Viu o corpo seminu de Draco se contorcendo no chão. Ele tinha arranhões no peito, próximos ao mamilo que haviam sido feitos pelos chutes que Harry dera nele com sua bota. Sua risada era a mais gostosa que Harry já ouvira. Como podia esconder aquele jeito especial de rir por trás de uma máscara tão fria? Como podia? Uma risada daquelas escondida atrás de um semblante tão rígido? Harry ficou parado na frente de Draco, que ria cada vez mais, ele o admirou permitindo que um sorriso surgisse em seus lábios embora seu olhar estivesse um tanto confuso e perturbado e suas mãos tão trêmulas que quase deixou sua varinha escapar e cair no chão. Ele hesitou girando a varinha frouxamente na mão dando uma olhada pelo corpo de Draco, sem saber se o ajudava a levantar do chão e parar de faze-lo sentir cócegas, ou se continuava a deixar com que aquele som lhe penetrasse ainda mais os ouvidos. Não sabia se teria a chance de ouvir esse som vindo de um Malfoy outra vez na vida.
-P-por favor! – Implorou Draco contorcendo-se de tanto rir. Harry sorriu pra ele ao mesmo tempo que lhe ofereceu a mão para ajudá-lo a levantar.
-Finite encantatem! O riso de Malfoy perdurou um pouco depois que Harry fez o feitiço parar, e os dois se viram rindo juntos. Quando se deu conta, Draco fechou a cara em questão de segundos. Empunhou a varinha para Harry que recuou apreensivo. Aquilo estava começando a ficar divertido.
-Rictusempra! Agora Harry que caiu de joelhos na frente de Malfoy. Começou a sentir as cócegas se espalharem por seu corpo e então irrompeu a rir sem interrupção. O riso de Harry era tão contagiante que Draco se pegou rindo com ele. Harry caiu no chão se contorcendo, assim como havia acontecido com Draco. Draco não se conteve em admirar o corpo do garoto à distância, embora já estivesse bem próximo, se abaixou até se ajoelhar, quase sentando no chão junto a Harry. Seu tórax era, apesar de magro, muito bem definido e como ficava ainda mais tentador contorcendo-se daquele jeito...
-P-para Draco! Ai, ai... Hurm... N-não seja t-tão mal! Ai, Draco! P-por favor D-Draco! N-não seja tão mal assim!!!
Ele está me chamando de Draco... Por que ele está...? Nem pense na possibilidade! Ele te odeia!” Draco ficou admirando Harry durante um tempo, era tão boa a sensação de o estar torturando... Mesmo sendo ele o maior torturado ali por ficar olhando para Harry e... “Pare de pensar isso! Pare de sentir o que está sentindo! Não agüento mais!” Draco cessou o feitiço de Harry antes que não suportasse mais olhar pra ele daquele jeito. “Sou tão fraco...” Ele também lhe ofereceu a mão para ajudar Harry a levantar. Sentiu a mão de Harry tocando a sua e apertando forte. Harry ainda ria antes do efeito do feitiço ir embora completamente de seu corpo. Draco riu junto com ele, aquela risada tão gostosa que agora soava ainda mais natural e espontânea. O efeito do feitiço foi indo embora e aos poucos os sorrisos iam se transformando em rostos sérios.
Um silêncio tomou conta dos dois garotos por um momento. Uma tensão começou a surgir por não saberem o que fazer, o que dizer, como agir. Repentinamente, Draco lançou um feitiço em Harry. O garoto foi empurrado de costas em direção a parede, de repente sentiu algo incontrolável em seu corpo. Um desejo crescente, que pareceu explodir de dentro dele como se fosse um orgasmo, mas era tentador demais pois não sentia alívio e só um desejo que não parava de aumentar. Sentiu sua intimidade latejando e estava visível, completamente visível por baixo de sua calça rasgada. Um arrepio insuportável passou por sua nuca e por sua espinha, sentiu suas pernas completamente bambas. Não se agüentou em pé, escorregou para o chão ficando absurdamente ofegante a cada vez que olhava na direção de Draco Malfoy.
-Potter? O que você está sentindo?- A voz arrastada de Draco percorreu seu corpo como se o garoto o tivesse tocado. O que diabos era isso agora? “Pare de sentir isso, seu idiota! Ele está tentando te humilhar pra vencer você! Te deixando sensível e envergonhado... Ele quer brincar com seus sentimentos! Não permita!” Harry tentava pensar consigo mesmo, lutando contra suas sensações que nunca estiveram tão conscientes. Estava tão assustado. Nunca tinha ficado tão assustado como naquele momento.
-Responde! O que v-você está sentindo? – Draco gaguejou ao descer o olhar pelo corpo de Harry e notar seu membro rijo e viril lutando para sair de sua calça. Draco sentiu-se quente, foi andando devagar na direção de Harry.
-Q-que espécie de plano pervertido você bolou contra mim? – Perguntou Harry mordendo a própria mão para se segurar e não se entregar ao seu desejo.
-Nenhum.
-FALA! Por que tá fazendo me sentir assim?
-Assim? Por que você não me fala o que está sentindo, Potter?
-Seu sádico! Você não pode fazer isso comigo!
-Queria entender o que eu estou fazendo!
-Não se faça de cínico! Me lançou um feitiço pra me deixar desse jeito!
-Desse jeito como?
-Para com isso!
-Parar de quê?
-Cala a boca! Você não tem o direito! Não tem o direito de... – Draco estava ficando próximo demais.
-Me bate!
-O quê? – Perguntou Draco completamente surpreso.
-Me bate, por favor, eu preciso tentar odiá-lo, sentir algo por você que não seja desejo!
Ao invés de bater, Draco o beijou. Envolveu os lábios trêmulos de seu inimigo num beijo quente e profundo. Estava sentindo Harry Potter... Estava sentindo sua boca... podia percorrer com a língua toda a boca de seu garoto. Sim, agora estava sendo seu, completamente seu. Sentia a língua de Harry penetrando sua boca, correspondendo ao beijo que sonhara por toda sua vida. Como era gostoso senti-lo dessa forma... Finalmente tinha carinho, um carinho enlouquecedor. Nunca soube o que era carinho, agora descobrira nas mãos de seu inimigo um carinho que nunca havia imaginado existir. Era bom demais. Os dois colaram seus corpos um no outro. Sentiram seus peitos nus se encostarem, seus desejos crescendo, a pele roçando. Se Harry continuasse o apertando daquela forma não ia resistir.
O tempo parecia ter parado, nada no mundo existia mais. Era tudo perfeito. Harry sentia sua carne tremer a cada vez que Draco apertava seus lábios contra os dele. Seu gosto era o melhor que sentira em toda sua vida, nada no mundo podia excitá-lo tanto quanto aquilo. Harry deslizou as mãos pelo pescoço de Draco sentindo sua pele macia. Gemeu baixinho ao roçar mais uma vez sua língua na dele. Sentiu tudo girando na sua cabeça. Tudo tremendo dentro dele. Draco o apertava, roçava o corpo contra o seu provocando sensações novas, provocando alucinações em Harry.
Ele sentia o sexo de Draco roçar contra o seu, mesmo estando de roupa a sensação era insuportável de tão gostosa e completamente nova para ele. Sentiu seu coração ardendo em paixão até de repente tudo explodir dentro dele num alívio que quase o fez desfalecer. Para não gritar, mordeu o pescoço de Draco quase arrancando sangue, tão intensa era a sensação. Em seguida se segurou em Draco para não escorregar para o chão, pois não estava sentindo suas pernas. Draco passou os braços em volta de seu corpo dando o abraço mais apertado do mundo, segurando Harry com firmeza para não cair no chão. Deitou a cabeça no ombro de Harry pensando em como tudo aquilo era inacreditável. Achava que os únicos sentimentos que pudesse provocar em Harry eram ódio e dor? Nunca iria imaginar que ele corresponderia tão apaixonado ao seu beijo. “Ah, se eu soubesse... Se eu tivesse desconfiado antes...”
As lágrimas de Draco começaram a escorrer pelo seu rosto, não podia mais segurá-las, já estava as segurando por tanto tempo... Esse fora sem dúvidas o dia mais feliz de sua vida. Ele sentiu a respiração de Harry acalmar aos poucos e continuou abraçado a ele. Draco não iria largá-lo, poderia ficar assim eternamente. Mas sentiu a respiração de Harry começar a acelerar e a ficar forte novamente. Subitamente Harry o empurrou. Draco o encarou surpreendido apressando-se em secar suas lágrimas.
-Que feitiço você lançou em mim pra eu ficar daquele jeito? – Harry encarou Draco, mas sem deixar o garoto responder, continuou falando, atropelando umas palavras nas outras.
-COMO VOCÊ PODE SER TÃO BAIXO? QUE TIPO DE PLANO PERVERTIDO VOCÊ TÁ FAZENDO CONTRA MIM? PARA COM ISSO, POR FAVOR, VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FAZER ISSO COMIGO!!! VOCÊ...
-DEIXA EU FALAR! – Draco gritou para Harry silenciar. Draco respirou fundo antes de começar a explicar, precisava tentar ser paciente.
- O feitiço que eu lancei em você só faz vir à tona o desejo mais secreto da pessoa, algo que ela mantém escondido dentro de si, até mesmo pra si própria, e o que você demonstrou... Harry, eu não imaginei que o que viria à tona em você fosse...
-Cala a boca! Não ouse falar o que está pensando! E me chama de Potter!
-Para de agir como um idiota!
-E por que você iria querer que meu desejo secreto aparecesse? Como você quer que eu acredite nessa história absurda?
-Eu queria fazer você ficar envergonhado na minha frente, isso o deixaria mais frágil e eu iria te humilhar me vingando de você, e também... queria tentar descobrir algo em você que eu não soubesse.
Embora Draco parecesse realmente sincero em cada palavra que pronunciava, Harry preferia continuar sem acreditar. E como era estranho o ver agindo sinceramente. Não, o mais provável é que estivesse fingindo ser sincero.
-Eu não confio em você! Está mentindo pra me deixar confuso e perturbado!
-Deixa de ser burro! Tem certeza que nunca tinha sentido tudo o que sentiu hoje alguma outra vez? Mesmo que não admitisse seus sentimentos nem pra si próprio, você nunca ficou sonhando comigo escondido? Escondido até de você mesmo? Não, Harry, você não está enfeitiçado, o feitiço que lancei em você só o fez descobrir seus próprios sentimentos ocultos.
-C-CALA A BOCA!
Draco o encarou com aquele olhar superior e altivo de sempre e esboçou um sorrisinho de desprezo para Harry.
-Me deixa sair daqui! – Harry correu até a porta e tentou abri-la esquecendo-se que Draco a tinha trancado antes de começarem o duelo. Podia ter usado um “alorromora” com sua varinha, mas algo em Draco Malfoy o fazia sentir-se puxado para sua direção.
Foi até ele para pegar a chave que lembrou que o garoto tinha guardado no bolso.
-Me dá essa chave! – Pediu Harry enquanto enfiava as mãos nas vestes de Draco a procura da chave. Draco abriu os braços permitindo ser apalpado pelas mãos de Harry enquanto dava um sorrisinho safado. Harry não resistiu, o puxou com força e o beijou.
O beijo fora quente e molhado, um pouco afoito dessa vez, ao mesmo tempo que sedento de desejo. Harry o empurrou ao pegar a chave. Destrancou a porta com uma expressão de confusão estampada em seu rosto, abriu a porta batendo-a com estrondo na parede e em seguida saiu correndo. Draco o observou com um brilho intenso no olhar. Como era maravilhoso sair vitorioso de um duelo...

*****************************************************
Eu quero coments!!!!
Bjs!!!

Tuesday, October 04, 2005

No Limite do Ódio, O Verdadeiro Amor - Cap2

OBS: Não estranhem não, galera, mas o antes vai vir depois, e o depois vai vir agora: (resolvi alterar a ordem dos fatos para almentar o suspense). Boa leitura!

*****************************************************

Capítulo 2: Dúvidas

Bam! O buraco do retrato fechou às suas costas. Harry se encostou atrás da entrada da sala comunal da Grifinória totalmente ofegante e aliviado, as pernas doendo de tanto correr. Nem lhe ocorreu que podia ter alguém na sala Comunal e que ele estava naquele estado... constrangedor e inapropriado. Estava perturbado demais com os recentes acontecimentos para se lembrar de tal coisa, pois se estivesse em seu estado emocional normal seria a primeira coisa na qual se preocupar.
-Áhhh! – Gritou Gina ao ver Harry, ficando com o rosto mais vermelho que seus cabelos. Harry se cobriu com a capa num impulso. Rony estava bem a sua frente olhando para ele com os olhos arregalados.
-Harry, você está pelado...
-Só me deixaram com isso. – Disse mostrando a capa. Era a única veste que tapava seu corpo que estava nu em pêlo por debaixo da capa. E prosseguiu:
-Foi uma armadilha, Lucius Malfoy me capturou, mas eu consegui me salvar e já está tudo bem.
A voz de Harry tremia, assim como seu corpo inteiro. Mas não tremia mais de medo, e sim de desejo. Quase que deixa escapar que Draco Malfoy o tinha salvo das garras do próprio pai. Mas Draco o tinha posto numa encrenca... E o que era aquele local sonserino e alucinante, com cobras por todo o lugar e um Snape cobiçando a ele e a Draco? Parecia uma alucinação, embora soubesse que fora tudo real. Uma satisfação prazerosa arrepiou seu corpo quando lembrou que tinha saído vitorioso. É, sem dúvidas os tinha impressionado muito... “Deus! Por que eu fiz aquilo?” Nunca poderia sonhar em contar o que acontecera para Rony, nem para ninguém. Isso o deixava corado e envergonhado. Teria que ser seu segredo mais secreto.
-Graças a deus que você chegou, estávamos loucos de preocupação! Achei que estivesse morto! – Disse Rony com desespero, uma lágrima escorrendo pelo rosto.
-Eu vou avisar a professora McGonnagal que o Harry chegou. – Disse Gina para seu irmão com um jeito eufórico antes de esbarrar voluptuosamente em Harry enquanto saía da sala Comunal. – Dumbledore está louco atrás de você! – Disse prendendo um gemido por sentir o impacto do corpo quase nu de Harry contra o seu.
-Nossa! Olha o seu estado, o que fizeram com você? - Perguntou Rony olhando Harry de cima a baixo.Harry estava suado, sangrando, quase nu e completamente trêmulo.
-A Hermione está bem? – Disse mudando de assunto.
-Está. Ela conseguiu fugir e delatou Lucius Malfoy para Dumbledore, mas agora está dormindo na ala hospitalar. Ela estava sobre muita tensão e a Madame Pomfrey deu um calmante pra ela dormir. Que bom que acabou tudo bem... – Rony fez menção de abraçar Harry, mas parou no meio do caminho ficando um pouco corado. – É melhor você ir pra ala hospitalar!
-Eu estou bem. Tudo o que preciso é de um bom banho, tá? – Disse Harry enxugando o suor de sua cicatriz com uma mão absurdamente trêmula.

Estava quase na hora da aula de poções daquele dia. Harry teria que encarar Snape e Draco juntos. Por que pensar nisso estava sendo tão torturante? Ele não entendia porque o ódio estava tão fora do normal dentro de si. Toda vez que passava por Draco sentia um frio na barriga seguido de uma vontade de gritar insuportável. Durante o dia inteiro Draco não o deixou em paz. Queria vingança. Um ódio absoluto borbulhava na face de Draco a cada vez que Harry passava por ele. Não era mais apenas uma rixa de colegas inimigos, era algo muito a mais. Tudo estava se encaminhando para um ponto insuportável. Harry, Rony e Hermione tinham acabado de sair da aula de feitiços e estavam agora indo em direção às masmorras para enfrentar mais uma aula de poções. Harry mostrava ansiedade demais para assistir uma intediante e rotineira aula de poções. Seu coração pareceu saltar pela boca ao ver quem vinha em sua direção pelo corredor. Draco Malfoy vinha andando e parou a poucos metros de distância fitando-o com o olhar mais provocador que Harry já vira nele.
-Nossa, ele está te odiando mais do que nunca... – Comentou Rony fazendo uma cara de nojo ao olhar para Malfoy. – Tudo porque você conseguiu fugir do pai dele e escapar da morte. Como ele pode ser tão mal?
-Talvez ele não seja tão mal assim... – Disse Harry esperançoso e ao mesmo tempo desconfiado.
-O quê??? – Perguntaram Rony e Hermione juntos.
-Ele deve estar querendo nos matar por eu ter delatado o pai dele. – Disse Hermione também olhando na direção de Draco e seus colegas sonserinos que os vaiavam e os ofendiam gritando provocações em sua direção.
-O que está olhando Weasleysinho? Perdeu alguma coisa aqui pobretão? – Gritou Draco.
-Não começa Malfoy! – Gritou Harry revidando a provocação do garoto. Os dois se encararam tremendo. Primeira vez que ficavam frente a frente depois da noite que se passara. Um podia sentir o calor que emanava do corpo um do outro enquanto trocavam olhares de ódio e repugnância.
-Como ousa olhar pra mim? – Disse Draco entre os dentes contendo uma fúria doentia que deixava sua sensível e clara pele extremamente corada.
-Como você consegue dirigir a palavra a mim? Deveria estar morrendo de vergonha... – Disse Harry assumindo um ar superior. Draco olhou boquiaberto, indignado com a cara de pau de Harry. Ele estava começando a aprender a jogar do jogo de Draco Malfoy, começava a brincar do jeito dele. Como se Harry precisasse de algo para atiçar o garoto que já se sentia provocado com a simples existência de Harry.
-É melhor sairmos daqui antes que a gente se meta em encrenca, Harry. – Pediu Hermione puxando Harry pelo braço.Harry forçou um sorrisinho esnobe para Draco antes de dar as costas. Apesar de tudo, ainda estava extremamente confuso, os acontecimentos recentes ainda pulsavam na sua mente e... no seu corpo. Sentiu um empurrão nas suas costas antes de bater o queixo no chão. Draco havia o atacado por trás. “Quando vou me convencer de que não devo confiar num Malfoy? E que não devo dar as costas pro inimigo?”
-Seu covarde! – Rony partiu pra cima de Draco que o socou no estômago fazendo-o cair sentado no chão. Antes que Harry pudesse levantar, Draco pulou em cima dele dando tapas e o socando totalmente descontrolado.
-Você que deveria se envergonhar, Potter!!! É você que deveria se envergonhar!!!
-Você que teve um jeito muito estranho de me salvar!
-CALA A BOCA! CALA ESSA SUA BOCA PÉRFIDA DE COBRA!!!
Harry não se conteve, teve que soltar uma gargalhada na cara de Malfoy que revidou com um soco certeiro no meio de seu rosto. Rony e Hermione não estavam entendendo patavinas daquela briga maluca. Mas nada poderia piorar agora, Snape vinha andando pelo corredor abrindo espaço entre os alunos curiosos.
-Harry Potter... – Snape parecia deliciar cada letra do nome de Harry. Seu olhar era profundo e o despia completamente. Harry virou a cara, sentindo-se extremamente constrangido. – Como passou a noite de ontem, Potter? - O professor parecia o alfinetar com essa pergunta, como podia ser tão ousado? Ele levantou Harry e Draco do chão puxando os dois por suas camisas. -Quinze pontos a menos de cada um de vocês três. – Disse olhando para Harry, Rony e Hermione. O professor de poções encarou Harry e Draco nos olhos durante um tempo enquanto imobilizava os dois por suas camisas. – É melhor se apressarem para minha aula, não quero que cheguem atrasados. Snape deu mais uma olhada nos olhos dos dois garotos antes de soltá-los e seguiu pelo corredor silenciosamente. Draco esperou o professor virar para o outro corredor para puxar Harry pela gola de sua roupa.
-Eu te odeio... – Disse Draco olhando profundamente para Harry. Ele podia jurar que não imaginou os olhos de Draco se encherem de lágrimas ao dizer as palavras “eu te odeio
-Hoje à noite, me encontra nas masmorras às 10:00 em ponto, em frente a entrada da Sonserina. – Disse Draco sussurrando no seu ouvido. Harry demorou alguns segundos para assimilar conscientemente as palavras do garoto e só então perguntou:
-Pra quê?
-Para o nosso duelo.
-Nosso duelo?
-Vamos por um fim logo em tudo isso! Precisamos duelar, Potter. Não vai dar uma de covarde...
-Hoje à noite às 10:00. Fechado.
-Estou louco pra acabar com você...
-Tente.
Ron e Mione puxaram Harry o afastando de Draco. Os três arrastaram Harry dali antes que ele e Draco começassem outra sessão de tapas e socos.
-Duelo?! – Perguntou Rony.
-É claro que você não vai né, Harry?
Harry não respondeu.
-Vocês dois iriam se matar! – Disse Rony concordando com Hermione.
-Nunca vi tanta fúria nele... E sem contar que pode ser uma armadilha. – Restringiu Hermione. Uma armadilha de novo? Bem capaz que fosse. Mas eles estavam realmente precisando duelar para por todo aquele ódio que consumia suas almas para fora. Harry estava louco para que houvesse um duelo de verdade entre eles. Ele desejou por tudo no mundo que Draco tivesse realmente planejado um duelo. Mas um pensamento não parava de martelar em sua mente: “Ele salvou minha vida... Por que ele fez isso? Só pra me envolver naquele plano de humilhação? Se ele fosse mesmo meu inimigo não ia preferir me ver morto do que humilhado? Mas ele me salvou... e me salvou do seu pai! Sem dúvidas isso vai lhe custar muito... Por que arriscou tanto por mim?”
-Harry! Harry, a Mione tá falando com você, acorda! Harry tocava no próprio rosto, acariciando o lugar que tinha levado o soco de Draco.
-Harry, o que tá acontecendo com você?
O que está acontecendo comigo? Eu não sei. Não consigo parar de pensar nele. Por que ele está fazendo isso comigo? Por que eu estou agindo assim? Não entendo por que não paro de pensar sequer por um segundo no que aconteceu ontem! Por que eu fiz tudo aquilo? Eu não precisava ter feito nada, podia simplesmente ter só fugido... mas não! Por que eu fiz aquilo? Por quê? Vou acabar enlouquecendo!” E não era só isso que o perturbava. Sentia aquela coisa queimando sua carne, aquele estranho e torturante sentimento que não sabia ao certo o que era, mas que sua mente traduzia como ódio mortal por seu inimigo. Rony e Hermione olhavam sem entender pro rosto de Harry totalmente perdido em pensamentos.
-Harry, desculpa me intrometer, mas... O que realmente aconteceu ontem à noite? Entre você e Draco Malfoy? – Perguntou Hermione com um tom de voz desconfiado. Harry sentiu seu coração quase sair pela boca.
-NADA!
-Tá bom, me desculpa. Não está mais aqui quem falou... Mas sabe que se precisar de ajuda, pode contar com a gente.
Infelizmente esse era um assunto que ele não podia contar com a ajuda de ninguém. Na verdade podia sim. Só com a ajuda de uma pessoa. Draco. Precisava perguntar pra ele por que diabos tinha salvo sua vida.

***********************************************************

Comentem!
Bjs da Weasley's Girl!